Quinta-feira, Julho 12, 2007

A COPA AMÉRICA É DA ARGENTINA

Essa é uma das poucas oportunidades em que nossos irmãos portenhos podem gritar "campeón" (há, claro, torneios sub 20, olimpíadas, pan etc). Como eles só ganharam uma Copa do Mundo (*), é natural que eles tenham essa fibra toda no torneio em epígrafe.

Hoje, a Argentina sacolou o México. Foram "somente" três gols, mas podemos dizer que o baile dentro de campo também faça parte da sacola. E foi um tremendo baile.

O que acontece se a Argentina pegar o Brasil? Levaremos uma surra. Uma grande e vexatória surra. Ou então metemos dois a zero. Futebol é isso. É tudo muito louco.

Mas, pela regra, aposto em uma larga, fulminante e bem desagradável vitória argentina. Deus nos proteja.

(*) - A Copa de 1978, obviamente, não valeu.

Quarta-feira, Julho 11, 2007

UM BRASIL QUE VAI PRO PAU

Sempre que alguém faz esse tipo de análise, achando que já decifrou o enigma de um time, a equipe em seguida faz exatamente o oposto. Não que se tenha obrigação de jogar como "manda" o comentarista, mas basta um elogio - ou xingamento - para todo mundo fazer o oposto do que foi feito no jogo anterior; ou mesmo nos jogos anteriores.

Quem acompanha futebol, portanto, vê sempre disso.

Após essa ressalvinha feita para tirar o meu da reta, vou falar sobre a seleção brasileira e dizer algo que nunca imaginei por parte do escrete canarinho: A RAPAZIADA TÁ INDO PRO PAU!

Sim, não estão amarelando. Não se parecem com o selecionado em que jogara Rivelino, aquele que transformou escadaria em tobogã para fugir de safanões. Ao contrário, nossos atletas vão pra cima, peitam, brigam etc.

Não, não, não! Eu ouvi o que você disse aí no fundo e vou ter que interromper o texto! Eu NÃO SOU FAVORÁVEL À VIOLÊNCIA. Falo aqui da postura que um jogador de futebol muitas vezes precisa impor dentro de campo, para que não se transforme num saco de pancadas do adversário.

Este time, sei lá se por influência do Dunga ou por algum tipo de convergência astrofísica, resolveu romper com a idéia da "seleção bunda-mole".

Se alguém aqui duvida de mim, veja o que acontece com quem dá pancada no Mineiro ou no Júlio Baptista. No lance seguinte já ganha o troco, sempre em forma de bordoadas nada sutis.

Vágner Love, o gentleman, não gosta de esperar. Quando alguém dá uma em sua fuça, ele devolve NO MESMO LANCE. Um pugilista? Nada disso: uma mistura de malandro, moleque e valentão.

Não é machismo besta: no futebol, muitas vezes é preciso impor essa coisa toda. Sei que é bobagem, mas uruguaios e argentinos já nos atropelaram várias vezes porque nos faltou tal atributo.

Desta vez, os grandes craques não vieram, mas a "Escola Chulapa" está muito bem representada.

Quinta-feira, Julho 05, 2007

PRA QUE SERVE A COPA AMÉRICA?

- Para a Argentina ter chance de ganhar alguma coisa (já que só ganhou duas Copas do Mundo, sendo que uma foi na mutreta);

- Para o Sílvio Luís treinar novas gírias, sobretudo narrando embates como Equador x Peru;

- Para a Bolívia, que talvez nem esteja no Google Earth, se sentir parte do mapa futenolístico mundial;

- Para o Brasil, mesmo sem dar bola para o torneio, dar dor-de-cabeça para os argentinos, que só têm essa chance de gritar campeão.

Domingo, Junho 24, 2007

CHUPA, LAMBARI!

Santos, Santos, Gooooooool! Mas gol do São Paulo. Ou melhor: GOLS do São Paulo. E dois tentos, lá na Vila (aliás, até quando vão deixar aquela várzea ser palco para jogos de times grandes?).

O Santos ganhou o paulistinha e, como sempre, achou que poderia mais do que pode. Levou fumo hoje, como levará sempre que possível. É um time médio, não passa disso. E, com Luxemburgo ali ao lado do gramado, é mais gostoso ainda vencê-los.

Apesar da derrota, o Lambari continua sendo uma das mais perigosas equipes do circuito "Guarujá - Boquerão - José Menino - São Vicente - Mongaguá".

Quinta-feira, Junho 21, 2007

O GRÊMIO E SUA TORCIDA

O Grêmio foi até onde deu. Merecia ganhar? Sei lá, acho que não. O Boca jogou melhor os dois jogos. Temos mania de dizer que um time "merece" só porque tem fibra e raça. Não é bem por aí. Se o outro é melhor, vamos e venhamos, é o melhor que merece ganhar.

Aliás, para evitar qualquer confusão, é preciso ressaltar que o Boca TAMBÉM TEM FIBRA E RAÇA. Nesse quesito, quero crer, os dois finalistas da Libertadores empataram. No talento, deu Boca. Título incontestável.

O tricolor gaúcho merece aplauso por ter chegado até lá, ter batido São Paulo e Santos (então dois "favoritos") e por ter uma torcida que empurra e motiva a equipe do começo ao fim, ao contrário do que impera no Brasil.

Se houve um time brasileiro, neste ano, que soube viver o "espírito da Libertadores", esse time é o Grêmio. No mais, perder para o Boca - sobretudo esse Boca aí, do Riquelme - não é nenhum vexame.

VORTEMO

E vamo que vamo!

:D

Sábado, Outubro 28, 2006

ELEIÇÕES NO VASCO PODEM SER ADIADAS

Um sócio com 130 anos está "apto" a votar nas eleições presidenciais do Vasco. Além dele, 51 sócios com 103 anos também poderão eleger o presidente do Vasco no próximo pleito. Caso único de longevidade entre os clubes brasileiros. É o caso de se verificar os costumes alimentares desses senhores. Batem - de longe - as populações mais longevas do mundo: a do Japão e a de Santorini, na Grécia.

Diz a assessoria do Movimento Unido Vascaíno em seu site:

Outro dado que causa estranheza é o afastamento de 3.651 sócios, em relação a 2003. Só na categoria Proprietário Bronze foram 1.125 os sócios afastados. Houve ainda a inclusão de outros 1.621 nomes e, mais uma vez, a categoria proprietário bronze teve a maior concentração de registros: 1.241, destes 1.014 nomes com data de admissão anterior a 15 de setembro de 2003. É importante ressaltar que esses associados não estavam na lista de 2003.

O link para o texto completo está aqui.

Mais uma vez, fraudes. Roubalheira. Ladroagem. Sabotagem. Eurico não sobrevive sem passar a perna nos outros. Acredita que o Vasco é dele. Não é. Nunca será. Eurico conseguiu falir a Beneficência Portuguesa do Rio. F-A-L-I-R um dos maiores hospitais do Rio. Chegou a roubar a urna. Isso mesmo! Levou uma urna para casa quando viu que perderia o cargo no hospital. Incompetente, truculento (conheço seguranças que trabalham com ele, mas são pagos pelo clube, claro), quebrou a maior concessionária de veículos do Rio, a Besouro. Só não quebrou o Vasco porque o clube não virou empresa e sim um feudo.

Tem brincadeira que cansa. Eurico cansou. É hora de acabar com isso. Haverá problemas? Claro! O primeiro título que a nova diretoria perder, a tropa de choque euriquista cobrará. Mas devemos passar por cima disso. Um presidente não ganha títulos, mas perde.

CHEGA DE EURICO!

FORA!

EM 13 DE NOVEMBRO, FAÇAMOS COMO OS ELEITORES FIZERAM NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO: BOTEMOS EURICO PRA CORRER! VAMOS MANDAR O SAPO BARRIGUDO DE VOLTA PRA CASA!

PRO VASCO, TUDO!

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

TÔ DOIDO! TÔ DOIDO! TÔ DOIDO! TÔ DOIDO!

E ontem a gloriosa esquadra cruz-maltina deu um sacode na favelada!

Gosto de assistir aos pós-jogos. Perguntaram ao Obina se o placar tinha sido justo e ele disse que não. Também acho: o placar mais condizente com o que eu vi foi 6 a 2 Vascão.

O framengo deu uma pálida esperança pros mulambos que foram lá balançar as bandeiras com os desenhos (horrendos!) da velharada (leia-se Andrade, Adílio e cia). Mas depois a natureza retomou o seu caminho e o Vasco mostrou quem de fato é melhor. Ouso dizer que se Leandro Amaral tivesse jogado a final da Copa do Brasil, o resultado teria sido outro.

Confesso que pensei no Sapo Arubinha em sua forma atual (barriguda e ocupando indevidamente a presidência do clube), ou seja, o Sapo Adiposo quando a ralé fez o primeiro gol. Pra quem não sabe, o Vasco ficou 9 anos sem levantar uma mísera taça, de 1936 a 1945. Até que acharam um sapo enterrado atrás de uma das traves de São Januário. Foi desenterrar o esqueleto do batráquio pé-frio e macumbado para nascer uma das maiores máquinas do futebol brasileiro: o Expresso da Vitória!!! Mas nem a maldição do Sapo Adiposo ou Arubão seria capaz de deter um Vasco elegante, envolvente e SU-PE-RI-OR! Repita comigo, mulambos: SU-PE-RI-OR!

"Vasco de gala" nos dizeres do sempre ponderado Fernando Calazans. Vasco que botou a bola no chão. Vasco do excelente garçom Jean que eu critiquei quando foi contratado. E, ajoelhado no milho, peço perdão ao jogador vascaíno!

Outra coisa: a imprensão que me deu foi de que a imprensa criticou o fato de Jean ter comemorado seu gol. Um gol feito no seu ex-clube. E daí? Romário não mandou a torcida do Vasco levar lencinho? Tem que comemorar. Da próxima vez, tem que fazer aquele gesto pedindo silêncio pros favelados.

Tenho um amigo que já espera a multa do condomínio. Agora ele é um cara chique, bem posicionado na vida (poucos merecem isso e ele é um desses casos), que mora numa cobertura e estava em estado de graça e saiu berrando no terraço! Porra! Tem que berrar! Ele só dormiu depois de enxugar sua garrafa de uísque. Acho até que dormiu abraçado a ela.

A torcida do framerda desdenha a vitória CATEGÓRICA do Gigante da Colina. Ora, pitombas, que se fodam! Pro Vasco a vitória valia. Ganhamos. De virada, porra! E foi bom pra caralho!!!

No Brasileiro, turno e returno vitórias. Placar do ano: Vasco 3 a 2.

Agora é torcer pro Furacão. Caso o pessoal da Baixada derrote o Paraná, o Vasco dependerá exclusivamente de si mesmo.

Vamos lá! Rumo à Liliba*!

E dia 13 de novembro: FORA EURICO!!!

*Libertadores da América, para os íntimos.

BOLA SEGUE INTERNADA NA UTI

O jogo de ontem fez duas vítimas, uma fatal e a outra gravemente ferida.

A vítima fatal foi a máxima boleirística "clássico é clássico e vice-versa". Desde ontem o outrora célebre Corinthians e Palmeiras perdeu sua majestade. Em primeiro lugar pelo público de pouco mais de 15 mil sofredores, contando as duas torcidas. Em segundo lugar pelo futebol simplesmente tenebroso lá presenciado.

Foram dois golpes que vitimaram fatalmente a celebridade do outrora clássico.

A segunda vítima foi a bola... desde ontem internada na UTI em estado gravíssimo.

Os golpes foram inúmeros: chutões, isoladas, passes errados, passes "piano" de meio metro, pisadas, furadas e outras bizarrices.

Se José Mojica Martins, mais conhecido como Zé do Caixão, resolvesse fazer um filme B de terror futebolístico, poderia, simplesmente, usar o vídeo tape das cenas ocorridas ontem.

A tática de Emerson Leão para salvar o Corinthians é o chamado "ferrolho argentino"..., resumindo-se a duas linhas estratégicamente posicionadas de quatro jogadores na defesa e dois cabeças de bagre no ataque. Se a bola chegar nessas duas linhas (especialmente na zaga), a ordem, sem dó nem piedade, é bicuda para frente, e quem sabe a bola sobre para os dois no ataque.

Já a tática palmeirense era fazer qualquer coisa menos colocar a bola no chão e jogar com um mínimo de objetividade. Simples assim... O principal "cérebro" do time, Edmundo, deu uma aula magna sobre como estragar um esquema tático, pois, aparentemente, ele não entendia "para que lado ele deveria ir", ou "para onde encaminhar a bola". Todas as jogadas, simplesmente, morriam ao seu toque, uma espécie de Midas da mediocridade.

A cara do jogo era aquele zero a zero feio... a não ser que alguma jogada de bola parada desse certo. E deu: escanteio para o Corinthians, e Marcelo Mattos "pediu licença" para toda zaga palmeirense que o deixasse colocar a cabeça na bola sem nenhum esforço e marcar.

Ao Corinthians, momentaneamente salvo da "zona do agrião", agora resta rezar para a recuperação de seu lote de bolas para a próxima partida em casa, isso se as redondas não se recuperarem quadradas, fizerem greve ou solicitarem "adicional de insalubridade".

Ao Palmeiras, que perdeu uma chance histórica de sepultar de vez seu arqui-rival, as batatas.

Ao meu querido pai, meu agradecimento emocionado por ele ter me presenteado com a camisa do São Paulo Futebol Clube, quando ainda menino.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

AFORISMO DE FABIÃO SOBRE O 'CRÁSSICO' DOS DESESPERADOS

Corinthians e Palmeiras jogaram ontem à noite. Em outros tempos, isso seria chamado de "clássico". Na atual conjuntura, foi uma disputa para saber quem é o 'menos pior'.

Sobre o jogo, o melhor comentário foi de Fabião, que por acaso é colaborador deste blog (embora quase nunca escreva). Quando perguntei a ele o que achou do jogo, a resposta foi simples e genial:

- Pobre bola...

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

MEIO PARADÃO...

O blog está meio parado, sei lá por que razão. Talvez por conta da eleição; talvez pelo nervosismo dos blogueiros-torcedores, diante dos instantes finais do campenato. Ou então pode ser a boa e velha preguiça, a meu ver uma explicação bem mais honesta.

Vim pra cá tirar o pó, dar os parabéns ao meu amigo Persega pela vitória diante do Palmeiras (o time médio mais tradicional do Brasil) e manter meu silêncio cauteloso (que vai durar até que o campeão seja conhecido).

Sábado, Outubro 21, 2006

AH, É EDMUNDO!!!!!!!!!

A torcida do Vasco, penhorada, agradece mais um pênalti perdido por Edmundo no glorioso Estádio de São Januário diante da esquadra palmeirense!

Edmundo estará para sempre em nossos corações. É um jogador polêmico, não há dúvida, metido em sérias confusões com a justiça. Não se pode deixar isso passar em branco.

Em campo, porém, Edmundo nos deu o Nacional de 1997. Era a alma de um time. Um grande time que ganhou merecidamente o tricampeonato. Ouso dizer que se ele estivesse no time em 1998, o Vasco teria sido campeão do mundo.

O tempo passa, as condições físicas não são as mesmas, mas a memória é persistente. E Edmundo ficará gravado nos corações vascaínos como símbolo de um time vencedor, implacável e altivo. Eurico à parte...

Terça-feira, Outubro 17, 2006

APRESENTAÇÃO

Só faltava eu.

Meu nome é Fábio Machado, sãopaulino desde projeto de feto, pois meu avô jogou no Tricolor nos anos 30, o que garantiu à família o passaporte dos Tri Mundiais, que tem prazo de validade, obviamente, indeterminado.

Fui colega do Gravata na Faculdade de Direito da Univ. Mackenzie. Sou advogado desde 2002 e costumo ir religiosamente ao Morumbi. As idas ao estádio são uma espécie de terapia. Em vez de pagar uma nota para profissionais (ou não) da psique, prefiro descobrir a felicidade nos gols do Tricolor.

As vezes é necessário novas sessões de injeção de felicidade futebolística, além daquelas proporcionadas pelo time do coração, para isso tenho os simpatizados e os rivais. Os clubes simpatizados são River Plate e Fluminense.

Os bem avisados já devem ter percebido minha preferência pelos clubes de elite.

Futebol é classe... não um esportezinho de massa nos moldes do pão e circo.

Feliz, aliás, será o dia que a final da Copa do Mundo for disputada em Wimbledon.

Não chamo os rivais pelo nome. Aqui tratarei somente do timinho, da sua dissidência e das viúvas. O timinho é o Corinthians, um clube quase secular que não tem estádio nem títulos conquistados na bola. A dissidência é o Palmeiras, que "rompeu" com o timinho e até hoje odeia seu outrora amado. As viúvas é o Santos, que não cessam de chorar por quem partiu.

Assim, ver os rivais tomarem fumo são pontos altos da minha vivência futebolística.

O estilo é "bateu levou", com algumas pitadas de classe e humor, sempre sobre fatos ou presepadas recentes do futebol, intra e extra campo.

De vez em quando, vídeos interessantes... para quem gosta.

Boa diversão aos navegantes!!

Domingo, Outubro 15, 2006

EM DEFESA DOS CRAQUES DE UMA TEMPORADA

Há gênios da bola que sempre jogaram bem. Talvez tenham nascido fazendo embaixadinha e, antes do último suspiro, provavelmente dão dois ou três chutes numa pelota.

Há pernetas que nunca tiveram uma relação das mais amigáveis com a esfera de couro. Para ser honesto: trata-se de figadal inimizade. Nunca se deram, nunca se falaram.

Entre esses dois extremos, há uma zona cinzenta ocupada pela maioria dos jogadores. E em algum lugar, nessa 'faixa da mediocridade', reside uma figura clássica do futebol: o craque de uma temporada.

Ele joga bem um, talvez dois ou três campeonatos, mas depois seu talento desaparece. Some de vez. Em geral, é visto como um vilão, uma fraude, algo do gênero. Ganha com facilidade apelidos como "mascarado" ou "pipoqueiro", entre outras alcunhas tradicionais do esporte bretão.

Mas isso é uma grande injustiça. O "craque de uma temporada" merece nosso respeito. Sim, merece. Não devemos levar tão ao pé-da-letra esse negócio de 'futebol arte'.

Sim, o 'futebol arte' é uma maravilha. Eu também gosto. Mas isso não quer dizer que a carreira de um jogador seja comparável à de um legítimo 'artista'; ou seja, às vezes seu talento está restrito a determinadas fases ou momentos. Mas isso não faz deles maus futebolistas.

O futebol arte continua lindo e admirável, mas talvez a 'rotatividade' dos craques é maior do que gostaríamos. Simples assim.

Fulano de Tal, que carregou seu time nas costas e garantiu um campeonato brasileiro, não joga no ano seguinte um décimo do que jogou na temporada anterior. Mas e daí? Ele que não jogue mais, paciência!, mas merece ser lembrado como um grande jogador.

O erro não é deles, mas sim nosso, pois insistimos nos "craques de uma temporada", como se o talento fosse ressurgir das cinzas. Somos nós que apostamos, nós que acreditamos, nós que devotamos fé aos ex-craques e neo-pernetas.

Na boa, a culpa é nossa.

Eles estão lá, agradecendo aos céus por algum contrato milionário, fazendo o possível para manter-se em campo. Queriam que eles fizessem o quê? Somos nós que lhes oferecemos uma dinheirama para jogar, não podemos esperar que simplesmente recusem.

Há treinadores - e até dirigentes - que se consideram dotados de talentos 'mediúnicos'. Eles supõem que, sob sua batuta, aquela estrela apagada novamente se acenderá. E assim, seguindo esse raciocínio que mistura fé e prepotência, os treinadores e/ou dirigentes garantem ao "craque de uma temporada" uma carreira de vários anos - quando o correto seria ter jogado, no máximo, uns dois aninhos.

A culpa é toda nossa. Somos nós que insistimos na 'eternidade do futebol', como se o talento futebolístico fosse comparável à maestria artística de algum pintor, músico etc.

Se alguém aqui acha que estou falando bobagem, vejamos os exemplos mais próximos de nossa realidade. Quem aqui, mesmo não sendo dos melhores, nunca jogou muito bem numa pelada? Sim, pois é... Ou então, sei lá, quem nunca viu aquele perneta jogar feito um demônio em um único jogo?

Depois, claro, tudo volta ao 'normal'. Mas em um ou dois jogos, todos talvez num único dia, o perna-de-pau estava inspiradíssimo, fez de tudo um pouco, inclusive vários golaços.

Isso é normal, normalíssimo. Acontece nas peladas de bairro, acontece também nos grandes campeonatos. E as boas fases podem ser tanto de um único dia quanto de toda uma temporada. O importante é que sempre (sempre! sempre!) elas acabam.

Alguns treinadores confundem talento com obstinação, e acreditam que conseguirão reacender uma estrela apagada. Mas os ótimos técnicos, ótimos de verdade, sabem muito bem quando o craque já rendeu tudo que podia.

Mas, repito, não devemos tratar os "craques de uma temporada" como se fossem vilões. Nada disso. Eles são gênios, sim, muito embora sua genialidade tenha ficado restrita a curtíssimo espaço de tempo.

E a culpa é toda nossa por tentar atribuir eternidade ao que é obviamente efêmero. Não é justo culpá-los pela nossa própria crendice e/ou prepotência.

Terça-feira, Outubro 10, 2006

AMISTOSO DA SELECINHA: JOGO MEIA-BOCA

Pra começo de conversa, é um jogo que não vale nada. Um amistoso bem mequetrefe, com um time mequetrefe, num campo mequetrefe. Algo, digamos, à altura de nossa atual seleção brasileira.

O Equador começou bem, deu um 'calor' (expressão da moda) em nosso time, mas depois que perdeu um jogador, ficou uma porcaria. A expulsão foi justa, em que pese o exagero do nosso compatriota que caiu no chão como se tivesse levado um tiro de espingarda.

A defesa falhou o quanto podia, mas ainda assim o Equador não conseguia fazer gol. O ataque foi competente, embora houvesse o azar de bolas na trave. Ronaldinho Gaúcho jogou bem, Kaká também. Faltou Cicinho.

Dunga, mostrando que ele realmente não pode ser levado a sério, colocou Mineiro faltando dois ou três minutos. Enfim, a típica patifaria praticada por quase todos os técnicos do Brasil.

O que surpreendeu, a meu ver, foram as invasões de campo. Por se tratar de Suécia, esse tipo de conduta realmente causa estranheza.

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

ALEGRIA MESQUINHA

Sou uma pessoa ruim, de péssima índole, não adianta tentar que não consigo soltar palavras edificantes nem me fingir de bom-moço. De tudo que houve nesta semana de futebol, o melhor foi ver o Curintia cair de novo para a zona de rebaixamento.

Quem disse que a vida dos mesquinhos é sempre triste?

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

AGRADECIMENTO

Quero agradecer ao Gravataí por me poupar de gozações neste blog. Caso existisse internet em 1989, eu faria o mesmo depois do Vasco conquistar o Campeonato Brasileiro em cima do São Paulo no Morumbi lotado...

13 DE NOVEMBRO

O pleito que realmente me preocupa neste Ano da Graça de 2006 não é aquele que vai colocar frente a frente o Chuchu versus o Grande Timoneiro. Esta é uma eleição de somenos importância diante daquela que realmente pode mudar alguma coisa neste país: a eleição de 13 de novembro que vai eleger o próximo presidente do glorioso Clube de Regatas Vasco da Gama.

Em primeiro lugar, muito me admira ainda existirem eleições no Vasco da Gama. Entretanto, depois de saber que, no pleito passado, alguns eleitores já mortos fizeram a diferença, entendi por que Eurico Miranda não teme eleições no clube, ao contrário daquelas para o Congresso onde ele nunca mais vai botar os pés: foi cassado pelo eleitor.

Estes eleitores mortos devem ter certamente declarado o voto num centro espírita e muito me admira Darth Vader* tê-los aceitado, já que é católico e católico não acredita em comunicação entre vivos e mortos. Pelo menos finge não crer.

Se ele crê no voto dos mortos, teme o dos vivos. A prova disso é que proibiu a venda de títulos de sócio-proprietário um ano antes da eleição. O título de sócio-proprietário é o que dá direito de colocar o papelzinho na urna. Como sei disso? Simples: tentei comprar um título em agosto do ano passado. Nada feito. Pagaria à vista. Mas nem isso funcionou. Eurico não quer oposição. Eurico é o grande ditador.

Tudo bem: foi até engraçado um tempo. Mas como já disse uma amiga minha: jogar cristãos aos leões também já foi uma forma de divertimento. É o caso de Eurico. A piada se esgotou, acabou, é finita. Chegou a hora de mudar.

E por ter chegado a hora de mudar é que os vascaínos com direito a voto têm uma missão cívica: fazer com Eurico o que os eleitores fizeram nas eleições 2006: escorraçá-lo do Vasco da Gama! Façam com que ele pegue seus paninhos de bunda e caia fora!

Ele vai tentar fraudar tudo, proibir alguns sócios de votar, mas precisamos ter em mente que TODAS AS DITADURAS CAEM! E, em algumas vezes, o ditador é pendurado no meio de uma praça pública de cabeça pra baixo (ou ponta-cabeça, como se diz em Lorena).

Vascaínos! Temos uma missão cívica! Temos que assumir nossa responsabilidade! Ou o Vasco volta a ser o Grande Vasco, o Gigante da Colina, o Expresso da Vitória, ou vamos ter que passar mais um triênio escondendo nossas Cruzes de Malta a cada derrota para o framerda, sendo motivos de chacota por causa de um esquizofrênico, de um ladrão, de um cara-de-pau que não tem a menor moral de ocupar a cadeira que foi de Ciro Aranha. E pros vascaínos que são jovens, saiba que foi Ciro Aranha que armou o Expresso da Vitória, um dos melhores times da História do Futebol Mundial. Que só não foi campeão mundial, segundo o jornalista Helio Fernandes, porque naquela época não tinha o jogo América do Sul x Europa (muito embora o Vasco tenha metido 5 a 3 do Real Madrid de Di Stéfano no Parc de Princes). É este o Vasco que queremos! Um Vasco, no mínimo, respeitado. É o Vasco de Ciro Aranha, não por acaso irmão de Osvaldo Aranha, o diplomata que presidiu na ONU a sessão que criou o Estado de Israel. Era esse o nível de presidentes do Vasco na época!

Quero o Vasco com grandes treinadores, e não com o único que o clube pode pagar. Daí a sobrevivência de Renato Gaúcho, um enganador...

Casaca, vascaínos!!!

Mostrem que somos a Turma da Fuzarca!!!

EM 13 DE NOVEMBRO, VOTE NO MAIOR ÍDOLO DA HISTÓRIA DO CLUBE!!!

EM 13 DE NOVEMBRO, DINAMITE NELE!!!

Ao Vasco, tudo!!!

* A comparação com Darth Vader é descabida. Afinal, sabe-se que o vilão de "Guerra nas estrelas" teve um lado bom.