Sexta-feira, Outubro 27, 2006

BOLA SEGUE INTERNADA NA UTI

O jogo de ontem fez duas vítimas, uma fatal e a outra gravemente ferida.

A vítima fatal foi a máxima boleirística "clássico é clássico e vice-versa". Desde ontem o outrora célebre Corinthians e Palmeiras perdeu sua majestade. Em primeiro lugar pelo público de pouco mais de 15 mil sofredores, contando as duas torcidas. Em segundo lugar pelo futebol simplesmente tenebroso lá presenciado.

Foram dois golpes que vitimaram fatalmente a celebridade do outrora clássico.

A segunda vítima foi a bola... desde ontem internada na UTI em estado gravíssimo.

Os golpes foram inúmeros: chutões, isoladas, passes errados, passes "piano" de meio metro, pisadas, furadas e outras bizarrices.

Se José Mojica Martins, mais conhecido como Zé do Caixão, resolvesse fazer um filme B de terror futebolístico, poderia, simplesmente, usar o vídeo tape das cenas ocorridas ontem.

A tática de Emerson Leão para salvar o Corinthians é o chamado "ferrolho argentino"..., resumindo-se a duas linhas estratégicamente posicionadas de quatro jogadores na defesa e dois cabeças de bagre no ataque. Se a bola chegar nessas duas linhas (especialmente na zaga), a ordem, sem dó nem piedade, é bicuda para frente, e quem sabe a bola sobre para os dois no ataque.

Já a tática palmeirense era fazer qualquer coisa menos colocar a bola no chão e jogar com um mínimo de objetividade. Simples assim... O principal "cérebro" do time, Edmundo, deu uma aula magna sobre como estragar um esquema tático, pois, aparentemente, ele não entendia "para que lado ele deveria ir", ou "para onde encaminhar a bola". Todas as jogadas, simplesmente, morriam ao seu toque, uma espécie de Midas da mediocridade.

A cara do jogo era aquele zero a zero feio... a não ser que alguma jogada de bola parada desse certo. E deu: escanteio para o Corinthians, e Marcelo Mattos "pediu licença" para toda zaga palmeirense que o deixasse colocar a cabeça na bola sem nenhum esforço e marcar.

Ao Corinthians, momentaneamente salvo da "zona do agrião", agora resta rezar para a recuperação de seu lote de bolas para a próxima partida em casa, isso se as redondas não se recuperarem quadradas, fizerem greve ou solicitarem "adicional de insalubridade".

Ao Palmeiras, que perdeu uma chance histórica de sepultar de vez seu arqui-rival, as batatas.

Ao meu querido pai, meu agradecimento emocionado por ele ter me presenteado com a camisa do São Paulo Futebol Clube, quando ainda menino.

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